Domingo, 17 de Junho de 2018
Dados da Febaq
Quadrilhas juninas movimentam R$ 4 milhões na Bahia
Imagem: Reprodução
Publicado em 26/05/2018

As quadrilhas juninas da Bahia movimentam mais de R$ 4 milhões por ano. A estimativa é da Federação Baiana das Quadrilhas Juninas (Febaq), que reúne 80 grupos profissionais filiados à federação.

A confecção das fantasias, a contratação de profissionais para a elaboração de temas, figurinos e música, além das viagens para diversos campeonatos, transformam a "brincadeira" em uma indústria que movimenta a economia de comunidades de Salvador e cidades do interior.

Segundo o presidente da Febaq, Carlos Brito, para montar uma quadrilha de pequeno porte, que utiliza materiais mais simples em cenários e fantasias, é necessário um investimento de mais de R$ 20 mil por ano.

O valor anual pode chegar a R$ 150 mil para produções mais elaboradas e com número maior de dançarinos. Entre os setores mais beneficiados estão a produção artesanal de fantasias pelas costureiras.

Cada fantasia pode chegar a R$ 600, valor pago ao longo do ano em mensalidades pelos dançarinos da quadrilha - também chamados de brincantes. Para a professora de dança e sócia da Fardamentos Capas Buzinga, Ednalva Marques, que produz fantasias e figurinos, o São João é tão importante quanto o final do ano e o Carnaval. O faturamento chega a R$ 15 mil durante as festas juninas.

Além de confeccionar figurinos para fantasias de escolas, a empresa foi a responsável pela produção das roupas da Capelinha do Forró, vencedora dos últimos Campeonatos Estadual de Quadrilhas Juninas em Salvador. "A quadrilha traz o croqui e eu tiro a fantasia do papel. Tiro a medida das pessoas, uma a uma. Trabalhamos com bastante tule e aplicações de strass e pedrarias", conta Marques.

Há 10 anos dançando quadrilhas, o marcador e dançarino da Capelinha do Forró, David Washington Oliveira, desembolsou R$ 5 mil para o figurino de 2014 que dançou. Ele foi o São Jorge do tema Viola Enluarada, que conta a história de um violeiro que se apaixona pela lua.

Mesmo com os investimentos da diretoria das quadrilhas e dos dançarinos, os prêmios conquistados nas competições estaduais e nacionais são utilizados somente para pagar os custos da elaboração do espetáculo.

Na maioria das quadrilhas, apenas os coreógrafos, marcadores e músicos são remunerados, com valores que podem chegar a R$ 1,8 mil por uma série de apresentações. "O retorno é o amor pelo São João e pelo movimento quadrilheiro.

Na verdade ninguém é remunerado (entre os dançarinos). Também sou diretor da quadrilha e faço por amor mesmo", diz Oliveira.

Viagens - Entre os principais custos do Forró Asa Branca, quadrilha baiana que venceu o Concurso Nacional de Quadrilhas Juninas em 2012, o transporte é um dos mais onerosos.

Para participar do campeonato de quadrilhas Nordestão, no Piauí, este ano, a quadrilha terá que investir R$ 29 mil em dois ônibus para levar a equipe e um caminhão baú para os equipamentos. "Para cobrir os custos, além do carnê, a Asa Branca faz eventos privados que vão de R$ 2 mil a R$ 8 mil", afirma o presidente do Forró Asa Branca, Alexandre Chaves.

Por: (ATarde)
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