Sábado, 20 de Abril de 2019
Região
MP-BA vai investigar irregularidades em concurso para prefeitura de Alagoinhas
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Publicado em 15/04/2019

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) irá investigar o concurso público da prefeitura de Alagoinhas, realizado na manhã deste domingo (14). Participantes relataram diversas irregularidades que teriam ocorrido durante a aplicação da prova. A falta de infraestrutura e suporte aos candidatos foi denunciada pelos concurseiros nas redes sociais e até a polícia foi chamada.

Atrasos no início da prova, salas insuficientes para a quantidade de alunos, não recolhimento de aparelhos celulares e falta de detector de metal nos banheiros foram algumas das falhas apontadas por quem prestou o concurso. Ao todo, 7.442 pessoas fizeram a prova em 18 lugares de Alagoinhas e Salvador.

Um vídeo postado no Facebook mostra alunos sentados ao redor de uma mesa de plástico, em grupos de quatro, após terem sido avisados de que teriam que fazer a prova no local. A candidata que grava a situação protesta: “Estamos sem sala. Colocaram a gente para fazer em grupo, tá certo isso? Prova coletiva”, diz. "Na cantina está cheio de gente fazendo prova", responde uma das candidatas que aparecem na filmagem.

O fato ocorreu na Faculdade Santo Antônio, em Alagoinhas. A contadora Flávia Vasconcelos, 32, foi uma das pessoas afetadas com a confusão. Ela contou ao CORREIO que duas salas que iriam funcionar para o concurso estavam fechadas e que os participantes acabaram ficando sem cadeiras para fazer a prova.

A situação foi regularizada apenas às 9h30, 1h30 depois do início oficial, marcado para as 8h. “Mandaram a gente aguardar porque eles iriam providenciar cadeiras. Só que isso não aconteceu. A coordenação nos colocou em uma sala com cabines na lateral e várias mesas com quatro cadeiras que eles disponibilizaram para que fizéssemos a prova, só que nós unimos e não aceitamos isso”, contou.

O grupo resolveu chamar a polícia para registrar a situação. Apenas às 9h30 uma sala foi providenciada para que as pessoas pudessem iniciar o concurso.



Resposta
Em nota, a prefeitura de Alagoinhas afirmou que na Faculdade Santo Antônio houve "uma questão com as salas reservadas, que não estavam abertas no horário previsto".

"Segundo a secretária de Administração, Leila Vila Flor, a Comissão de Concursos acionou imediatamente o Instituto Nosso Rumo, que contatou a Faculdade e resolveu prontamente a questão. Enquanto aguardavam os encaminhamentos, os candidatos que fariam a prova no local foram transferidos para outras salas, onde permaneceram até o novo direcionamento", diz a nota.

"É importante ressaltar que, nas áreas provisórias para as quais foram transferidos, os candidatos não tiveram acesso aos cadernos de provas. Eles iniciaram, portanto, o processo com um atraso em relação ao horário previsto, mas terão garantido o direito ao mesmo tempo de prova dos demais inscritos. A Secretaria de Administração comunica ainda que o Instituto Nosso Rumo foi acionado e deve encaminhar, até o final do dia, um relatório especificando detalhes da aplicação de prova nos locais previstos em edital", acrescenta a nota.

Uma outra nota emitida pela prefeitura ainda afirma que o Instituto Nosso Rumo afirmou que "os critérios de segurança foram rigorosamente adotados na aplicação". "Com a utilização de lacres nos malotes de cadernos de questões e folhas de respostas, cumprimento do tempo de prova, coleta de três assinaturas do candidato na frente da folha de respostas e controle rigoroso dos cadernos e folhas de respostas, através de formulários assinados por candidatos e outras testemunhas, que acompanham a abertura e o fechamento dos malotes", diz a prefeitura de Alagoinhas.

Por: Correio 24 horas
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