Sexta, 18 de Janeiro de 2019
Luís Inácio, o Getúlio Vargas as avessas
Luís Inácio, o Getúlio Vargas as avessas
Ari Dantas

Sobre Ari Dantas
Professor de história, analista político e músico

A Primeira Guerra Mundial induziu o Brasil à chamada Substituição de Importações, ou seja, com a crise de oferta de produtos industrializados dos países europeus envolvidos na Guerra, internamente de tivemos que desenvolver nossa indústria nacional. Além disso, a fase naquele momento do capitalismo internacional já implicava implantação nos países periféricos, do Terceiro Mundo, de base industriais para aproveitar a mão-de-obra local mais barata, e consequentemente aumentar o próprio mercado consumidor. Esta conjuntura resultou na formação econômica e ideológica do operariado brasileiro.

Alicerçados em partidos de inspiração comunista e com sindicatos organizados, e com apoio das classes médias urbanas, tinham grande poder reivindicatório de direitos trabalhistas além de propor alternativas revolucionárias para chegar ao poder.

Coube então, ao líder carismático de origem burguesa o papel de controlar o ímpeto reformador da classe operária e se tornar o “responsável pela concessão de direitos trabalhistas” para as classes populares. Getúlio Vargas cooptou o discurso do respeito aos direitos trabalhistas e através do controle dos sindicatos, atualizou (CLT) as leis trabalhistas e assim se tornou o “pai dos pobres”.
De modo, inverso o líder da elite operária do ABC paulista, Luís Inácio “Lula” da Silva, de origem operária se tornou de sapo barbudo, comunista, vermelho e semi-analfabeto, no “queridinho” da elite empresarial e da classe média brasileira e convive pacificamente, diariamente com os reacionários do congresso nacional. Será que foi mal compreendido em sua proposta inicial ou se apropriou do discurso neoliberal para se tornar eleitoralmente aceito pelas elites? Não é toa que tem como vice-presidente, um dos maiores empresários do país.

Em discurso recente apelou para que os empresários e financistas fossem menos ambiciosos dizendo que nunca antes do seu governo eles tinham ganhado tanto dinheiro. Quanta diferença! De líder orgânico da massa operária, a conselheiro de burgueses, loucos por lucro. Enquanto isso consola a classes populares com bolsa isso e bolsa aquilo.

Depois de ser tornar presidente, instituições acadêmicas do estado burguês não cansam de lhe oferecer título de “Dr Honoris Causis”, algo impensável para estas instituições antes dele tornar o líder do executivo nacional. Ele merece. Mas concordemos quanto puxa-saquismo!
Contribuiu intensamente para o processo de redemocratização do país da partir da década de Setenta, fundou o PT, que por várias vezes, tentou elegê-lo sem sucesso nas eleições presidenciais, além de poucas vitórias nos executivos estaduais e municipais.

Ao longo deste processo, o grupo majoritário petista liderado por ex-exilados, ex-torturados, ex-guerrilheiros, ex-escumbal, fez então uma mudança radical programática e de postura do partido e trocou-se um projeto político-social, por um projeto de poder, de apropriação sistemática do aparelho de estado burguês e da realizações de projetos pessoais de vida, travestidos em discursos demagógicos de projetos coletivos. Assim cabe a pergunta, onde está a educação de qualidade, o estimulo a conscientização e organização das classes populares. Que ligação há entre o PT e as massas?

Assim, tornou-se a mais organizada máquina no mundo moderno, de apropriação do estado burguês, de inspiração operária que o mundo já teve. Basta observar, como o líder carismático Lula, presidente de honra do PT, lida com o FMI, sua preocupação com reserva cambial, o mais absoluto respeito ao Plano Real, cuja maior preocupação é manter a inflação sob controle e só. Sua governabilidade nunca questionada, como flerta através da concessão de cargos e outros privilégios no congresso com os Partidos CONSERVADORES. Na verdade, o Partido dito dos trabalhadores nunca teve ligação com as massas da economia informal e nem tampouco com trabalhadores formais de baixa renda. Sempre representou os interesses da elite operária do estado de maior PIB do Brasil: São Paulo.

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